Perdida estava em sua consciência que lhe zumbia aos ouvidos. Como quem sofre alucinações, ouvia sons que não eram apropriados. Seus olhos que iam ao encontro de olhares proibidos, agora estavam repousando, observando a sombra na parede que a janela entreaberta projetava.
Era um martírio delicioso. Não entendia porque se sentia assim. O fato é que estava alucinada por algo que não sabia ao certo o que era.
Estava embriagada de emoções. E naquela noite mal conseguiu dormir. Tomou um banho quente, usou sua camisola de ceda, colocou em seus pulsos e atrás das suas orelhas, uma gota da sua loção preferida, abriu a janela em busca da lua, e em seguida repousou sua cabeça sobre o travesseiro macio.
Mas ele não vinha. Lá fora, o silêncio instalava-se e o tic-tac do relógio tornava cada vez mais insuportável. O silêncio que sempre lhe fora a melhor companhia, agora lhe perturbava profundamente os sentidos.
Sentia uma vontade desesperadora de falar, mas não sabia o quê e nem para quem. Ainda assim permanecia ali deitada, inerte, como quem espera pela sorte.
Ele não estava ali. E ela se embriagava cada vez mais de pensamentos impuros e de desejos profanos. Naquele momento estava sendo escrava de si mesma. Sentia-se sem rumo, porém, motivada a seguir. Sem saber a direção, estava disposta a arriscar-se.
Ainda estava escuro, e mal sabia ela que ao amanhecer, toda a sua coragem desapareceria, assim como as trevas da noite. Num passe de mágica dissiparia aquelas vozes. As lembranças daquele olhar. Suas perturbações. E toda agonia que antes dilacerava o seu peito, se transformou em uma grande calmaria.
O dia raiou ensolarado, e ela adormeceu serena. Agora encontrava-se revitalizada.
Era um martírio delicioso. Não entendia porque se sentia assim. O fato é que estava alucinada por algo que não sabia ao certo o que era.
Estava embriagada de emoções. E naquela noite mal conseguiu dormir. Tomou um banho quente, usou sua camisola de ceda, colocou em seus pulsos e atrás das suas orelhas, uma gota da sua loção preferida, abriu a janela em busca da lua, e em seguida repousou sua cabeça sobre o travesseiro macio.
Mas ele não vinha. Lá fora, o silêncio instalava-se e o tic-tac do relógio tornava cada vez mais insuportável. O silêncio que sempre lhe fora a melhor companhia, agora lhe perturbava profundamente os sentidos.
Sentia uma vontade desesperadora de falar, mas não sabia o quê e nem para quem. Ainda assim permanecia ali deitada, inerte, como quem espera pela sorte.
Ele não estava ali. E ela se embriagava cada vez mais de pensamentos impuros e de desejos profanos. Naquele momento estava sendo escrava de si mesma. Sentia-se sem rumo, porém, motivada a seguir. Sem saber a direção, estava disposta a arriscar-se.
Ainda estava escuro, e mal sabia ela que ao amanhecer, toda a sua coragem desapareceria, assim como as trevas da noite. Num passe de mágica dissiparia aquelas vozes. As lembranças daquele olhar. Suas perturbações. E toda agonia que antes dilacerava o seu peito, se transformou em uma grande calmaria.
O dia raiou ensolarado, e ela adormeceu serena. Agora encontrava-se revitalizada.

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