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terça-feira, novembro 22, 2011

Divagações




Final de ano é tempo de reflexões. Nessa época sou tomada por uma inquietação que normalmente não faz parte da minha rotina. Então começo a repensar a vida e vejo o quanto Deus tem abençoado os meus dias. Maravilhosas são as obras das mãos de Deus.

Então, reforço a minha fé, de que, quando Deus nos toma algo, e porque ele tem alguma coisa muito melhor para nós. Digo isso porque recentemente perdi alguns amigos. Falo perder no sentido figurado, mas talvez seja este o pior sentido. Pois quando você perde alguém para a morte, esse alguém continua vivo, nos alegrando com suas lembranças, mas quando você perde um amigo, pelo fato dele se julgar superior aos outros, e por não saber respeitar uma amizade, isso dilacera a nossa alma. Difícil ser amigo de alguém que não sabe respeitar nossos sentimentos, nossos posicionamentos, e mais ainda, respeitar um amigo.

Em contrapartida, vejo o quanto Deus tem colocado pessoas maravilhosas em minha vida. E ultimamente fiz amigos tão preciosos e incríveis, que me emociona relatar. Engana-se quem pensa que os verdadeiros amigos você só descobre na hora da angústia, descobre-se também pseudo amigo, na hora da alegria. E confesso, isso é o que mais assusta.

Então um dia a gente acorda e descobre que aquela amizade já não existe mais, e até mesmo duvida se algum dia existiu. A voz não mais lhe soa familiar, e a sua presença começa aos poucos lhe incomodar. Um toque, já não desperta mais o prazer de um abraço. Aquela gargalhada já não mais alegra o nosso dia. As palavras, mesmo as mais banais, que antes nos embriagavam, já não são capazes de nos prender. Então a gente descobre que essa amizade nunca existiu. Descobre que talvez essa amizade seja apenas nada.

Aí a gente se decepciona. Chora. Grita, mas não se lamenta. E então, decide que é melhor ignorar esse ocorrido, ignorar esses “amigos”, para não ser escravo das suas lembranças.

Mas eu sei, que quando os dias passarem, as boas lembranças é que terão a verdadeira força na minha vida.  Então a minha alma inquieta será tomada por uma doce calmaria outra vez.

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