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domingo, agosto 15, 2010

O amor em suas variadas faces



Cinco minutos pode ser tempo suficiente para esquecer um passado e procurar viver no presente. Tempo suficiente para tornar aquecido um coração gélido. Não duvide, o tempo dos apaixonados corre lentamente, o ponteiro do relógio pára de contar, quando dois enamorados se encontram. A natureza, as circunstâncias, tudo conspira a favor do ser amado.

É loucura acreditar que a quantidade de tempo determina a intensidade do encontro. O que delimita é a forma como dois corações se entrelaçam, pois, o tempo até aproxima as pessoas uma das outras, mas, somente o amor as unem.

Ela precisava de cinco minutos para aquecer seu coração e continuar o seu destino. Ele, porém, precisava de todas as horas.

Não há certo e errado nessa relação, é um campo onde não há culpados, pois, o amor, quando surge, se revela por completo, e nem sempre os dois estão prontos para viver o momento na mesma sintonia.

Não há como determinar quem mais ama. O amor se manifesta de várias formas e, muitas vezes, da maneira mais estranha e descabida.

É mesmo difícil entender essas coisas do coração, elas deveriam vir com manual de instrução detalhando cada procedimento a ser executado. Ou não, talvez a magia do amor esteja aí, em tentar decifrar o "código do amor". As duas pseudo-formas de entender o amor têm seu encanto. A primeira, pela simplicidade, ao passo, que a ultima, seduz-me pela sua maneira misteriosa de se apresentar.

Viver à margem do certo e do errado, do bem e do mal, da santidade e do profano. Uma volúpia leviana que confunde o tempo e faz embaralhar nossas convicções, fazendo de nós, num só instante, o tudo e o nada, o branco e o negro, o yin e o yang.

Mistérios do amor, da paixão, da loucura, porque todos estes sentimentos ou, condições, se misturam, se confundem, se resolvem.

É perigoso viver de forma inebriante, mas, viver sem extasiar-se não é viver. Por isso, permita-me usufruir dessa loucura alucinógena.

Talvez por isso ela entendesse a vastidão dos cinco minutos que lhe restavam. Ele, na sua forma de querê-la, desejava latentemente que todas as horas fossem suas.

Um ardente beijo já era válido para aquecer uma alma. Ela acreditava nisso.

5 comentários:

EDITT disse...

Será... Belo texto. Uma abraço caloroso.
Domingos CAlixto

Jussiara disse...

Ratifico que, ela acreditava nisso...(risos). Como disse a Clarice Lispector em, A Hora da Esctrela "Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam".
Obrigada pelos comentários. Continue colaborando com minhas ideias.
Um beijo.

Anônimo disse...

Lindoooooooooooooo texto.

Anônimo disse...

Suas palavras fizeram-me lembrar de um bolero chamado "O relógio", que diz assim:

"Relógio, não marques as horas!
Porque vou enlouquecer...
Ela se irá para sempre
quando amanheça outra vez.

Somente nos resta esta noite,
para viver nosso amor.
E teu 'tic-tac' me lembra,
minha irremediável dor.

Relógio, detém o tempo em tuas mãos!
Faz esta noite perpétua.
Para que nunca vá embora de mim...
para que nunca amanheça!".

Seu fã

Anônimo disse...

PS: quem quiser conferir o bolero, pode ouví-lo em http://www.youtube.com/watch?v=8be5pmO_G_M