Inicialmente peço desculpas por opinar neste tema, não sendo especialista em sociologia, política, economia ou áreas afins. Mas falo como eleitora que já passou por alguns processos eleitorais, e que gosta de observar o mundo e as pessoas. E observando as pessoas nesse período que aproximam as eleições, principalmente, deste segundo turno, vejo que o tema política, está sendo debatido em mesas de bares, em templos religiosos, em ônibus... em todo lugar há uma discussão informal.
Muito tem se falado em voto consciente, em democracia, em solidariedade, em união, em cidadania. Acho louvável essas discussões, mas confesso que tenho sentido falta de debater assuntos mais sólidos, algo mais consistente como economia, a saúde pública, a educação, a política, enfim, o “futuro da nação”.
As discussões têm tomado proporções jamais sonhadas, a política tem se misturado com a religião, os assuntos de interesse da minoria tem se sobreposto aos da maioria. Um caos. Pois quando se mistura fé com assuntos sociais, fica mais longo encontrar o tão sonhado caminho para a paz. É político que ora é a favor do aborto, ora é contra, tudo caminha de acordo aos seus interesses. Uma tamanha falta de respeito para com o eleitor.
Aliás, não entendo por que esse assunto está sendo desgastantemente debatido por candidatos à Presidência da República, quando outros assuntos relevantes estão sendo negligenciado da população.
Eu tenho direito de saber em quem estou votando. Ou estou errada? Serei capaz de escolher o melhor para o País sem conhecer as opções que tenho? Como vou saber das propostas dos candidatos, se o assunto da pauta é sempre religião, homossexualismo e outros corriqueiros? Insisto, não se mistura religião com política, não confunde fé com direitos sociais, não se negociam direitos no mercado negro de votos.
A ânsia na busca por eleitores desavisados fez cair o nível das discussões, chegando até mesmo a permuta de votos por direitos.
Isso me assusta porque vejo misturado fundamentalismo com política. Porque vejo que estão camuflando os assuntos de relevância e interesse da população, por causa de outros problemas sérios e lamentáveis que deixaram máculas profundas na memória da nossa gente, que hoje não consegue mais acreditar em uma política séria, e consequentemente, em um País justo e democrático.
Isso me assusta porque vejo nosso País fadado ao retrocesso, porque vejo direitos já conquistados, frutos de anos de luta, sendo revogado para atender a vontade de uma pequena classe.
Isso me assusta porque vejo nosso País fadado ao retrocesso, porque vejo direitos já conquistados, frutos de anos de luta, sendo revogado para atender a vontade de uma pequena classe.
Vamos deixar a discussão do aborto de lado, as nossas legislações já atendem de forma quase que satisfatória a essa questão. E quem quiser pagar o preço de fazer um aborto, que arque com as conseqüências, eu duvido que as conseqüências serão maiores que a de ser assassinado por uma genitora irresponsável e inconseqüente. Sim, genitora, porque mãe não seria capaz de ir tão longe... para os demais casos de aborto, a lei já prevê, não há nada que justifique passar todo o programa eleitoral debatendo isso.
Isso me assusta porque vejo o destino do Brasil ser decidido com base em religião ou promessa mal intencionada.
Em suma, entendo que o destino do País deve ser decidido com base em questões cívicas, e não de fé.
Em suma, entendo que o destino do País deve ser decidido com base em questões cívicas, e não de fé.

3 comentários:
Lindo testo no qual retrata infelismente a realidade do Brasil amiga. Mas espero muito que a presidente eleita leve a nacao com sabedoria. Enfim, tornar um pais melhor a todos os brasileiros.
Eu quero acreditar nisso, amiga! Eu preciso. Obrigada.
É a mais pura verdade... Isso porque você não é especialista no assunto, imagina se fosse. Como sempre, dominando os temas e se expressando com clareza e encantamento. Adoro ler suas "bobagens", como você diz. O que não são, são preciosas suas palavras. "AMO MUITO TUDO ISSO".
Dani.
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