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sábado, novembro 15, 2008

A nobreza de um gesto







Certo dia em um ônibus de Brasília, presenciei um gesto muito nobre. Um rapaz negro, no estereótipo da sociedade, um "mal elemento", este jovem gentilmente se ofereceu para levar os meus livros, para que eu fosse mais tranquila naquela turbulento ônibus. Agradeci o gesto e com um sorriso, entreguei-lhe o meu caderno (de moranguinho, com cheirinho e tudo). Logo em seguida chegou o destino da pessoa que estava sentada ao seu lado, então, assentei-me, peguei com ele os meus livros e, mais uma vez agradeci a gentileza. Nesse instante entra uma moça gestante, e mais uma vez aquele rapaz mostra sua nobreza.Dessa vez ele se levanta e diz para a moça se assentar, ela gentilmente agradece, e pede que ele apenas segure os seus pertences. Ressalto que ele não estava em assento preferencial. Como sabemos, o trânsito de Brasília já não é mais o de anos atrás, sofremos com engarrafamentos em pontos importantes da cidade, então, como a moça já estava em pé por pelo menos uns 20 minutos, ele novamente ofereceu o seu lugar, dizendo: "Sente-se você não pode ficar muito tempo em pé". Desci pensativa em meu ponto, pedindo a Deus para dar bons anos de vida àquele rapaz, pois o mundo precisa de pessoas assim solidárias, sensíveis...
Ainda existem pessoas nobres e, nas mais variadas formas e cor. Nem sempre o branco é o mocinho e nem sempre o negro é o bandido.

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